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Operação apreende mais de 500 kg de queijo impróprio para consumo em Minas

Escrito porem 13 de outubro de 2019

A Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) apreendeu 662 Kg de queijo tipo cru, muçarela e provolone durante abordagens realizadas em rodovias federais que cortam o Estado. Mais de 150 agentes públicos de 15 órgãos públicos federais e estaduais estão em campo até 29 de junho, para a segunda etapa de Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) na Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em Minas Gerais.

Os itens estavam sem o selo de inspeção e eram transportados sem refrigeração adequada. Após a apreensão, os produtos foram destruídos no aterro sanitário de Paracatu, Região Noroeste de BH. Os infratores não foram multados, sendo orientados sobre como regularizar a fabricação e comercialização de seus produtos.

Segundo a fiscal agropecuária Anne Price Farias, muitos produtos de origem animal estavam sem identificação, sem selo de inspeção e alguns até estragados. Ele eram levados para serem reaproveitados na fabricação de biscoitos numa padaria em Brasília (DF).

Alta perecibilidade 

A fiscal agropecuária e veterinária Patrícia Marina de Azevedo ressalta que o leite e seus derivados são produtos de alta perecibilidade e exigem condições específicas de temperatura, como a necessidade de refrigeração. “A manutenção da cadeia do frio e o controle de qualidade são de fundamental importância para assegurar as boas condições de uso dos produtos e, assim, proporcionar segurança e produtos de qualidade ao consumidor”, explica.

A fiscal agropecuária ressalta que a adoção de boas práticas de fabricação é requisito básico para qualquer empreendimento, mas quando se trata da produção de alimentos, os cuidados devem ser redobrados. Essas práticas devem ser garantidas em todas as etapas, desde a produção até o armazenamento. “Temperaturas de estocagem ou exposição dos queijos superiores às indicadas nas embalagens comprometem a qualidade e o prazo de validade”, alerta.

A FPI

Iniciativa de caráter continuado e permanente, a primeira etapa da FPI em Minas foi realizada no ano passado em 18 municípios do norte do estado. Agora, em sua segunda etapa, a Fiscalização Preventiva Integrada abrange nove municípios da Região Noroeste do estado, situados na sub-bacia do rio Paracatu, área que corresponde a 17,64% da bacia do São Francisco em Minas Gerais, segundo dados do Portal dos Comitês do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM).

O rio Paracatu é considerado o maior afluente do Velho Chico, contribuindo com 40% da vazão desse rio no ponto de intersecção entre eles. A sub-bacia do Rio Paracatu, objeto atual da FPI, é intensamente afetada por fatores como o intenso uso das águas para irrigação e por degradação ambiental decorrente de exploração minerária.

Fonte: Rádio Itatiaia


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